7 itens que você só deve comprar no supermercado em dias de promoção

7 itens que você só deve comprar no supermercado em dias de promoção

Entrar no supermercado sem uma estratégia de preços é um dos erros mais comuns que detonam o planejamento financeiro mensal. Muitas pessoas acreditam que a variação de centavos em alguns produtos não faz diferença no final das contas. No entanto, quando analisamos o consumo acumulado ao longo de um ano, esses pequenos valores se transformam em cifras que poderiam pagar uma viagem ou quitar uma dívida importante.

O varejo moderno trabalha com uma dinâmica de preços muito agressiva. Alguns itens são utilizados como iscas para atrair o cliente, enquanto outros possuem margens de lucro elevadas para compensar as ofertas. Saber identificar quais são os produtos que sofrem as maiores oscilações é o que diferencia o consumidor consciente do comprador impulsivo.

Neste artigo, vamos listar sete categorias de produtos que possuem preços inflacionados no dia a dia, mas que frequentemente entram em liquidação. Aprender a esperar pelo momento certo para adquirir esses itens é a estratégia definitiva para quem deseja reduzir a conta mensal de forma drástica e inteligente.

1. Produtos de limpeza e perfumaria de alto valor

Os itens de limpeza pesada, como sabão em pó, amaciantes concentrados e desinfetantes de marcas renomadas, são os grandes vilões do ticket médio. O preço regular desses produtos no supermercado costuma ser muito elevado porque são itens de necessidade básica que o consumidor raramente deixa de comprar por falta de estoque em casa.

Contudo, esses mesmos produtos são os favoritos para as promoções de “leve mais e pague menos” ou festivais de limpeza que ocorrem mensalmente. Com efeito, a diferença de preço entre um sabão em pó em dia comum e em dia de promoção pode chegar a 40%. A regra aqui é clara: nunca compre esses itens para uso imediato; compre para formar estoque quando o preço cair.

O mesmo se aplica à perfumaria, como shampoos, condicionadores e desodorantes. Esses produtos possuem uma vida útil longa e não estragam facilmente. Portanto, monitorar o aplicativo da loja e aproveitar os combos promocionais é a única forma de não pagar o preço “cheio”, que geralmente é sobretaxado pela conveniência da exposição.

2. Carnes nobres e cortes para churrasco

O setor de açougue é um dos que mais movimenta o faturamento de um supermercado. Cortes como picanha, filé mignon e alcatra possuem valores por quilo que podem variar drasticamente de uma semana para outra. Comprar esses itens por impulso, sem que haja uma oferta real, é um desperdício de recursos.

A maioria das redes de varejo dedica um dia específico da semana para o “dia da carne”. Geralmente, esse evento ocorre no meio da semana para girar o estoque antes do final de semana. É nesse momento que os cortes que estão perto da maturação ideal recebem descontos agressivos para liberar espaço para novas remessas.

Dessa forma, se você pretende fazer um churrasco no domingo, o ideal é comprar a carne na quarta ou quinta-feira, aproveitando a promoção do setor. Guardar a carne adequadamente na geladeira por dois dias não altera o sabor e garante que você economize uma quantia significativa, que pode ser revertida em outros acompanhamentos para a refeição.

3. Fraldas descartáveis e itens para bebês

Quem tem filhos pequenos sabe que o custo com fraldas pode comprometer boa parte da renda mensal. No entanto, as fraldas são os itens mais utilizados pelos supermercados para atrair famílias para dentro da loja. Eles sabem que, se você for até lá buscar uma fralda barata, acabará fazendo o restante das compras do mês no mesmo lugar.

Por essa razão, as promoções de fraldas costumam ser cíclicas e muito vantajosas. Comprar um pacote isolado em uma emergência é o cenário onde você pagará o valor mais alto possível. A estratégia correta é o monitoramento constante de preços e a compra em volume (fardos fechados) durante as liquidações.

Além das fraldas, lenços umedecidos e fórmulas infantis seguem a mesma lógica. Como são produtos de alto giro, o supermercado frequentemente faz “queimas de estoque” para bater metas de venda do setor. Ter um pequeno estoque desses itens em casa permite que você passe meses sem precisar comprar nada pelo preço de tabela.

4. Bebidas alcoólicas e refrigerantes em volume

Bebidas são itens de conveniência. Se você decide comprar uma cerveja artesanal ou um vinho apenas porque deu vontade no momento em que está no supermercado, você está pagando pela sua falta de planejamento. O setor de bebidas possui uma das maiores variações de preço do varejo alimentar.

Vinhos de entrada e cervejas de grande escala entram em promoção quase todos os finais de semana. Além disso, os refrigerantes de 2 litros costumam ter preços muito reduzidos quando comprados em fardos ou unidades múltiplas. A diferença de centavos por unidade se torna reais quando falamos de um fardo inteiro.

Portanto, o segredo é ser um comprador de estoque para bebidas. Se você consome refrigerante ou cerveja regularmente, espere pelos dias de “festival de bebidas” ou datas comemorativas, quando a disputa entre as marcas faz o preço despencar. Guardar essas bebidas na despensa não ocupa tanto espaço e garante uma economia real no final do mês.

5. Itens sazonais após o período de pico

A sazonalidade é uma das ferramentas mais poderosas de economia no supermercado. Itens ligados a datas específicas, como ovos de Páscoa, panetones ou itens de decoração de festas, possuem preços astronômicos durante a semana que antecede o evento. No entanto, a situação muda completamente no dia seguinte à data.

Comprar panetones em novembro é caro; comprar em janeiro é quase um presente. O mesmo vale para o bacalhau após a Semana Santa ou chocolates após a Páscoa. O varejo precisa desocupar as prateleiras para o próximo evento sazonal e, por isso, queima o estoque remanescente com descontos que podem chegar a 70%.

Se você gosta desses produtos e eles possuem uma data de validade que permite o consumo posterior, vale muito a pena esperar pelo “dia seguinte”. É uma forma inteligente de consumir itens de alta qualidade por uma fração do preço original, apenas por não ceder à pressão social de comprar exatamente na data do calendário.

6. Cafés de marcas premium e cápsulas

O café tornou-se um item de valor agregado muito alto nos últimos anos. As marcas tradicionais mantêm uma certa estabilidade, mas os cafés gourmets, especiais e as cápsulas para máquinas expressas são alvos frequentes de preços elevados para o consumidor comum.

No entanto, as indústrias de café fazem promoções cruzadas constantes com os supermercados. Não é raro encontrar promoções do tipo “leve 4 pague 3” ou descontos agressivos em cápsulas de marcas específicas no aplicativo da loja. Como o café é um item que quase todo brasileiro consome diariamente, a economia aqui é muito perceptível.

Dessa maneira, nunca compre café especial ou cápsulas se elas não estiverem em oferta. Como o prazo de validade costuma ser longo, você pode comprar o suficiente para dois ou três meses quando encontrar um preço realmente vantajoso. Isso evita que você precise pagar o preço inflacionado quando o seu estoque acabar em um dia comum.

7. Congelados e pratos prontos

Itens como pizzas congeladas, lasanhas, nuggets e vegetais prontos para o consumo são práticos, mas essa praticidade é cobrada caro no supermercado. A margem de lucro desses industrializados é significativamente superior à dos alimentos in natura. Todavia, a rotatividade desses produtos é essencial para a loja, pois ocupam espaço caro nos freezers.

Por causa do alto custo de manter os freezers ligados e do espaço limitado, o supermercado faz promoções de congelados com muita frequência para girar o estoque. É comum encontrar ofertas agressivas em marcas líderes para evitar que o produto chegue perto do vencimento.

Se você utiliza esses itens na sua rotina pela falta de tempo, faça uma lista dos seus favoritos e só os coloque no carrinho quando o selo de promoção estiver presente. Como são produtos que ficam no congelador, eles podem esperar semanas para serem consumidos, permitindo que você aproveite o melhor preço sem pressa.

A importância de ignorar as “falsas promoções”

Para que essa estratégia de economia funcione, o consumidor precisa estar atento às táticas de ancoragem de preço. Muitas vezes, o supermercado coloca um cartaz de “oferta” em um produto que baixou apenas dez centavos ou, pior, que manteve o preço, mas mudou a cor da etiqueta para chamar a atenção.

A única forma de se proteger é conhecer o preço médio dos itens que você consome. Use aplicativos de comparação ou mantenha uma pequena lista mental dos valores habituais. Uma promoção real é aquela que reduz o preço em pelo menos 15% a 20% do valor de mercado. Abaixo disso, trata-se apenas de um ajuste irrelevante para o seu orçamento.

Além disso, evite o efeito de “compensação”. Não adianta economizar trinta reais nas fraldas e gastar quarenta reais em doces e petiscos que não estavam planejados apenas porque você “sentiu que economizou”. A economia real só acontece quando o valor poupado permanece no seu bolso ou é direcionado para investimentos e contas essenciais.

A paciência é o seu melhor investimento

Em resumo, a arte de economizar no supermercado exige mais paciência do que esforço físico. Ao entender que o preço dos produtos não é estático, você assume o controle da sua jornada de compra. Os sete itens listados acima representam a maior parte do desperdício financeiro de uma família média, e focar apenas neles já garantirá uma saúde financeira muito melhor.

Mudar o hábito de comprar “o que precisa na hora que precisa” para o hábito de “comprar o que consome na hora que está barato” é a chave para a prosperidade doméstica. O varejo sempre tentará acelerar a sua decisão de compra, mas o poder de dizer não e esperar pela etiqueta amarela é inteiramente seu.

Leve este guia como um mantra para as suas próximas visitas. Observe as gôndolas com o olhar de quem busca oportunidades, e não apenas de quem cumpre uma tarefa. Com o tempo, essa percepção de valor se tornará automática e você se surpreenderá com a quantidade de dinheiro que deixará de entregar desnecessariamente para o caixa do mercado.